UM POUQUINHO DA ITÁLIA, bem pouquinho mesmo – MAS UMA BOA DICA!

Vá para Veneza e conheça o Vaporetto – Muito mais que um simples eletrodoméstico

VENEZA

Há quem diga que Veneza é um destino imperdível para quem está na Itália, e que deve ser uma cidade a ser inserida no início ou no final de um roteiro e que preferencialmente deve-se ir de avião.

Bom, nós fizemos tudo diferente.

Lembro que estávamos em Milão e queríamos conhecer alguns lugares, então fomos para Pádova (eu acho) e depois Verona, finalizando aquele circuito em Veneza por alguns dias… Ou será que foi o inverso?

Não lembro, mas também não importa, o fato é que fomos de trem e chegamos à noite, num ‘breu danado’… só víamos água pra tudo que é lado e não fazíamos ideia de onde estávamos.

Pagamos uma nota num táxi aquático que mais parecia uma barquinha que leva o pessoal de Santos para a Praia do Góes, e nos perdemos um pouco até chegarmos no Hotel.

Ficamos num hotel 3 estrelas mega barato que tinha um café da manhã muito bom e que era perto de tudo, não lembro o nome, mas ficava na Calle dei Fabbri, perto da Praça San Marco. Aliás, se aquela rua falasse…

Um dia saímos dispostas a termos uma noite de queijos e vinhos, mas isso foi o que tivemos:

Portanto, dou uma dica, não vá esperando que os italianos sirvam tão bem quanto nós brasileiros… Tirando a comida que, apesar de pouca era boa, só tivemos boas surpresas por lá!

Sempre me disseram que a água tem cheiro ruim e que a cidade não era nada demais. Olha, que me desculpem os amargurados, eu amei Veneza, amei entender que estava vivendo alguns dias da minha vida numa cidade de imensa importância para a História do mundo.

Ah, e a água não tinha cheiro ruim, não… Passeamos de gôndola e tudo mais, nenhum sinal de cheiro podre. Talvez tenha sido a época do ano.

Para quem não sabe, Veneza foi a capital da República de Veneza e é conhecida como “La Dominante”, “Serenissima”, “Rainha do Adriático”, “Cidade da Água”, “Cidade Flutuante” e também como “Cidade dos Canais”.

Ela foi uma grande potência marítima durante a Idade Média e o Renascimento, sendo ponto de parada para as Cruzadas e até da Batalha de Lepanto. Sabem o que é isso? É muita ‘bagagem’, pessoal…

Você gosta de seda e de especiarias? Pois bem, Veneza foi um centro comercial muito importante para estes produtos do século XIII até o final do século XVII. SÉCULO 13!!! Cês têm noção!?

Na Praça San Marco existem quatro estátuas de cavalos (em bronze) que foram levadas de Constantinopla no ano 1204. 1204? Sim, isso mesmo, achou muito tempo? Então, na verdade elas são muito mais antigas. Aquelas estátuas existem desde antes do século II, quando foram levadas pelo Imperador Trajano para Roma, onde foram colocadas sobre o Arco de Trajano.

Com a mudança da capital do Império para Constantinopla, elas acabaram sendo transferidas para o Hipódromo de Constantinopla no Século IV por ordem de Constantino – o novo Imperador.

Lá ficaram até 1204, quando aconteceu o Saque de Constantinopla (durante a Quarta Cruzada) e Enrico Dandolo, que na época era o Doge de Veneza, se apoderou delas e as levou para a Basílica de São Marcos.

Louco, não?! Aí você olha pra esses cavalos e pensa: “caraca, vocês passaram por tanta coisa, fizeram parte de tantos acontecimentos e agora estão aqui na minha frente?!”

Tem como não se emocionar? Não tem.

Veneza é muito rica e eu poderia passar dias falando sobre como foi surpreendente e enriquecedor conhece-la, mas se tem algo que eu nunca vou esquecer e que eu super recomendo é o passeio de Vaporetto.

 

Não, não é esse não rsrsrs…

 

 

Vaporetto é o principal meio de transporte da cidade, é como um ‘busão’. Tem mais de 19 linhas que circulam pela ilha e foi com ele que fomos até Murano conhecer as fábricas de estátuas de vidro.

Todos os artesanatos maravilhosos de lá são feitos à mão (e com a boca, pelo simples movimento de assoprar por um canudo o vidro derretido e transformar em arte).

(‘Ponto’ do Vaporetto, onde as pessoas embaracam)

Admirar a vista do continente em “alto mar”, refletir sobre a história do lugar e se colocar como coadjuvante daquilo tudo ao mesmo tempo em que se sente o vento batendo na cara não tem preço.

É um emaranhado de sensações que até hoje quando fecho os olhos sinto novamente. Se você ainda não foi, vá, mas antes dê uma olhadinha nos livros de história da época da escola, isso vai te ajudar a entender do que eu tô falando.

 

Há quem diga que Veneza não é nada demais, já eu prefiro pensar que Veneza não apenas é, como jamais deixará de ser uma das cidades mais impactantes que já conheci.

 

E você, já foi? Conte pra gente o que achou!

 

Author: Natalia Viotti

Advogada, Escritora e Terapeuta Integrativa. Estudou teatro, atuou como Assistente de Direção, e é coordenadora da área trabalhista de um escritório em São Paulo, facilita círculos femininos e é Doula.

Natural de Santos (SP), já morou em Piracicaba (SP), Palmas (TO) e em
Londres (UK).

Reside em São Paulo, capital desde 2006. Ama a dança e o teatro, entende a arte como interpretação dos sentidos e emoções reais do indivíduo e da
sociedade, essência de cada um.

Natalia Viotti

Advogada, Escritora e Terapeuta Integrativa. Estudou teatro, atuou como Assistente de Direção, e é coordenadora da área trabalhista de um escritório em São Paulo, facilita círculos femininos e é Doula. Natural de Santos (SP), já morou em Piracicaba (SP), Palmas (TO) e em Londres (UK). Reside em São Paulo, capital desde 2006. Ama a dança e o teatro, entende a arte como interpretação dos sentidos e emoções reais do indivíduo e da sociedade, essência de cada um.

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